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Published by Ricardo Dias Felner
Com dois ou três truques, toda a gente consegue fazer os melhores ovos mexidos do mundo, as melhores batatas fritas ou o melhor bife. Às vezes, a diferença entre uma comida sublime e comida má está só na quantidade de manteiga, na variedade da batata ou no momento em que pomos o sal no bife. Ricardo Dias Felner, aka O Homem que Comia Tudo, diz-lhe tudo sobre cozinha e restaurantes no podcast mais saboroso do Expresso. Novos episódios todas as quintas-feiras.
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Pode uma pasta de grão unir os povos do Médio Oriente? Ricardo Dias Felner parte à descoberta do húmus neste episódio do podcast O Homem Que Comia Tudo. Começa numa rulote do Brunnenmarkt, o mercado de rua mais interessante de Viena e daí segue para a cozinha de sua casa em Lisboa, onde prepara uma receita inspirada em dois livros clássicos da cozinha do Médio Oriente e nas dicas da chef de um pequeno restaurante sírio, em Moscavide. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Pode um pão de centeio valer quase 60 dólares? Ricardo Felner disserta sobre o pão viral da padaria Rye by Martin Auer, em Nova Iorque, neste episódio do podcast O Homem Que Comia Tudo. Em Viena, onde o mesmo pão custa um quarto do preço, provou-o em plena rua com Severin Corti, crítico de restaurantes do Der Standard. Fala da tradição do centeio na Europa Central, do que separa um bom pão de um pão de culto, e do teste na torradeira, que pôs a Auer frente a frente com outra padaria vienense, a Öfferl. O vencedor surpreende — menos no preço. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Há comida de Inverno e comida de Verão? Em muitos casos, isso é só preguiça disfarçada de tradição. Ricardo Felner disserta sobre a sazonalidade dos pratos neste episódio do podcast O Homem Que Comia Tudo. Mal chega o calor, a dobrada desaparece dos menus, a feijoada é declarada “pesada” e o ramen torna-se proibido acima dos 30 graus. Mas o Japão come ramen em Agosto, a Índia vive de lentilhas e malagueta, e a Bahia não tira a feijoada da carta. Pelo meio, descobrimos que o robalo e as amêijoas, reis do Verão português, estão afinal no seu melhor quando arrefece. Um manifesto a favor de quem está disposto a suar do bigode para comer bem. O ano todo. See omnystudio.com/listener for privacy information.
As famílias são entidades complexas com apetites diversos. Chegar a acordo sobre onde ir jantar pode ser uma espécie de concertação social desconcertante. Na maioria das famílias, acaba por imperar quem paga a conta (ou quem escreve sobre o assunto). Mas a escolha depende de vários fatores. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Um restaurante paga entre 18 e 20€ o quilo de carne ao produtor, mas desses 100 quilos, só 60 são carne para servir no prato. Os restantes 40 são ossos e gordura. A matemática não está ao serviço de quem é apreciador desta carne. Além disso, é preciso fazer magia: cozinhar bem os cortes de segunda e terceira para ganhar lucro. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O alho é aquele indivíduo na mesa que destabiliza, que abana uma conversa de chacha, que mexe com os nervos das pessoas. Pode tornar a conversa mais animada ou dar cabo dela. Mas, o que é certo, é que nós não passamos sem o alho, ingrediente que está presente em quase toda a nossa gastronomia. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Há pratos que não deviam existir sem picante? Para Ricardo Felner sim. O picante salva. Quantos arrozes de peixe, entrecostos ou jardineiras foram resgatados da monotonia por doses cavalares de um simples tabasco? Há pratos que não deviam existir sem picante. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Portugal poderá ficar sem nenhum representante de uma gastronomia original, de que faz parte. O restaurante Patuá, de Francisco Rodrigues e Daniela Silvestre, irá encerrar em setembro. Adeus aos camarões à Tio Gégé, ao frango à cafreal, ao cheiro intenso a a coco e lima. Portugal perde, a gastronomia macaense perde. É lamentável. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esta semana, Ricardo Felner fala-nos sobre as tripas, esse prato tão típico mas que parece estar a desaparecer dos nossos restaurantes. Problema com a matéria prima ou falta de vontade para preparar este prato? É certo que preparar tripas requer algum trabalho, lavar bem com limão e sal e cozer, não é um prato que se faça em casa com rapidez de um momento para o outro. Mas, e nos restaurantes? Porque é que este prato muito subvalorizado parece estar a desaparecer? See omnystudio.com/listener for privacy information.
Regressamos a este episódio para discutir o azeite português. Uma manhã, Ricardo Felner juntou-se ao amigo Edgardo Pacheco para provar azeites de todos os tipos. Uma viagem pelos sabores do azeite no podcast “O Homem Que Comia Tudo”. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Será que os portugueses respeitam a arte ancestral da sopa? Há tantas versões de sopa quanto avós, e Ricardo Felner gosta de todas. Uma mítica sopa de feijão comida há mais de 20 anos é o mote para uma viagem pelos sabores das sopas que parecem estar a desaparecer das nossas cozinhas. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Episódio publicado originalmente em dezembro de 2024, do “Perguntar Não Ofende”. podcast de Daniel Oliveira. Os portugueses até podem suportar que se diga que os seus descobrimentos foram, em grande parte, uma história de crimes que deixou como grande legado a maior transferência populacional forçada intercontinental. Até podem suportar que insultem Vasco da Gama ou Cristiano Ronaldo. Haverá sempre alguns, mesmo que sejam uma minoria, que acompanharão estas críticas. O que os portugueses não aceitam, e aqui o consenso aproxima-se da unanimidade, é que ponham em causa a sua gastronomia. Em julho de 2015, houve quem dissesse pior do que isso. Alguém se atreveu a escrever que a nossa cozinha era mesmo a pior do mundo. O conhecido crítico britânico de restaurantes Giles Coren escrevia, no “The Times”, a maior ofensa que um português pode ouvir. A reação dos leitores portugueses foi semelhante a um tsunami de ódio, deixando insultos e até ameaças de morte. No Twitter, Coren até perguntou se havia algum dispositivo para silenciar, naquela rede, um país inteiro, tal a dimensão viral da indignação. Cinco anos depois, quando o jornalista Ricardo Dias Felner escreveu, aqui no Expresso , um texto com um título provocatório: “E se a cozinha portuguesa não foi a campeã do mundo?”. De forma racional, desapaixonada e rigorosa, ajudava a desmontar alguns mitos sobre o que comemos. E, acima de tudo, sobre o que os estrangeiros acham do que comemos. Sim, é verdade, não adoram. A maioria acha a nossa gastronomia apenas moderada ou razoável. Poucos veem a Portugal por causa dela. Muito acham pouco variada, sensaborona, pouco atrativa. Ela está ausente de quase todos os rankings internacionais. Porque a vendemos mal. E provavelmente vendemo-la mal porque, com a boca cheia de orgulho, achamos que se chega a si mesma. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Um dos episódios mais ouvidos de 2026 levou-nos até à melhor pizzaria de Portugal. A febre das pizzarias parece ter aterrado em Portugal por volta de 2010 e Ricardo Felner comeu muitas delas. Agora não tem dúvidas, sabe perfeitamente qual é a melhor pizzaria de Portugal (‌e não fica em Lisboa). See omnystudio.com/listener for privacy information.
Recorde este episódio do podcast O Homem Que Comia Tudo sobre o problema de comer hidratos de carbono, segundo a ciência. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ao longo dos últimos 30 anos, políticos, burocratas europeus, latifundiários boçais e agrónomos de ocasião, gente a mando de multinacionais espanholas e portuguesas, têm promovido a substituição do olival tradicional por plantas precárias que fazem azeite com pouco sabor. E há uma árvore em particular que está a desaparecer à custa disso. A mais portuguesa de todas. A mais resistente de todas. A mais antiga de todas. A Galega. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Festas com amigos podem ser uma boa oportunidade para cozinhar coisas diferentes e fugir ao sortido de salgados da praxe. Ricardo Felner dá-nos a receita de um cherne no forno com um molho verde (que pode servir para outros pratos), um lombo chinês e dá ainda sugestão de vinho para acompanhar. Em época estival, nada como perder um bocado de tempo na cozinha para brindar os amigos com pratos incríveis. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Temos boa fruta em Portugal? Para Ricardo Felner, a boa fruta é a tropical, especialmente a manga. Apesar de estarmos já no final da sua época, é sempre bom recomendar aquela que, na sua opinião, é a melhor manga do mundo: a manga alphonso, ou manga afonso, disponível nos supermercados do Martim Moniz. Uma explosão de sabor e doçura como não há igual. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Juntar vinho e água com gás parece uma ideia estranha, mas equanto era guiado pelo bairro charmoso e caro de Sievering, em Viena, Ricardo Felner foi interpelado pela produtora de vinhos Dorli Muhr: “O spritzer é muito bom. Junta-se um terço de vinho e o resto de água com gás. Aqui, toda a gente bebe”. Já provou spritzer? See omnystudio.com/listener for privacy information.
Numa recente estadia em Viena, Ricardo Felner viu-se a cozinhar sozinho e achou estranho, caiu na rotina e chegou à conclusão que cozinhar para um não tem que ser uma tristeza ou uma rotina. Criou um kit alimentar para gourmets solitários, e dá-nos as dicas básicas para ter sempre alguma coisa para elevar qualquer prato banal do dia-a-dia. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Quais os sítios onde se pode comer bem à beira da estrada, ou a melhor bifana de Portugal? E onde se podem comer umas boas tripas à moda do Porto? E uma região do país que tenha uma gastronomia muito subvalorizada? Os ouvintes do podcast de Ricardo Felner responderam ao apelo e enviaram perguntas para serem respondidas no episódio número 100 do podcast “O Homem Que Comia Tudo”. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Observed November 4, 2026.
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